MINHA HISTORIA  

 Algumas histórias do Menino da Serra 

Me chamo Jean Andrade, nasci no Dia de Reis em 2003, no mesmo ano em que foi oficializado e criado o Caminho da Fé. Sou o criador do perfil @eujeanmtb no Instagram.


Convivo com a Hidrocefalia e a Síndrome de Dandy-Walker desde o nascimento. Uso uma válvula DVP e já passei por duas cirurgias de troca de válvula ao longo da vida.

Em 2019, fui para Belo Horizonte no Hospital Sarah Kubitschek. Foi um total de 5 meses indo e voltando, após uma cirurgia de correção de rotação na perna direita, onde foi cortado o fêmur e a tíbia para a colocação de placas e pinos, além de um alongamento no tendão.

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A bike e o Caminho da Fé

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Ando de bike simples desde os 6 anos. Após a cirurgia e a recuperação, consegui comprar uma bicicleta com freios hidráulicos e comecei a subir a Serra da Vargem Grande, que se localiza entre os quilômetros 195 e 192 do Caminho da Fé.

No início, eu sentia fortes dores e precisava voltar para casa. Mas fui insistindo aos poucos, acompanhando o ritmo dos peregrinos a pé, até conseguir zerar a Serra pela primeira vez, gastando 40 minutos.

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Superaçao em numeros 

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Hoje, o meu tempo médio de subida caiu para impressionantes 12 minutos! Desde 2020, acompanho e apoio os peregrinos que passam por aqui a pé ou de bike. Essa dedicação virou um recorde pessoal: registrando tudo no Strava .

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 Mais de 3 Mil Subidas e Conquistado

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Desde 2020, acompanho e apoio quem passa por aqui a pé ou de bike. Registrando tudo no Strava de 2022 até hoje, já acumulei mais de 3.000 subidas nessa Serra.

Todas as vezes que subo, ganho guloseimas dos carros de apoio, o que me mantém firme. Minha paixão pelo pedal me rendeu vários amigos e presentes, como conjuntos de roupas de ciclismo
E até três bicicletas  ganhas em 2023 , 2025 e mais uma no meu aniversário de 2026.

Para mim, pedalar é diversão, aprendizado e, acima de tudo, a oportunidade de ouvir as histórias dos peregrinos que acompanho. 

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Também coleciono histórias contadas pela minha avó sobre assombrações

E vários relatos de milagres dos peregrinos na Serra, que marcaram grande parte da minha infância. 

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🦾 Processo e Superação: De onde eu saí para conquistar a Serra! 🚴‍♂️✨ Foram 2 meses engessado no hospital em 2019. Depois, mais 3 meses de muita luta para sair do andador e da muleta, até conseguir voltar a andar sem apoio nenhum. Respeite o seu tempo.
🦾 Processo e Superação: De onde eu saí para conquistar a Serra! 🚴‍♂️✨ Foram 2 meses engessado no hospital em 2019. Depois, mais 3 meses de muita luta para sair do andador e da muleta, até conseguir voltar a andar sem apoio nenhum. Respeite o seu tempo.
🎒 2018: Cruzando a montanha para trabalhar! 🚲 Muito antes de zerar a Serra da Vargem Grande em 12 minutos, era assim que tudo começava. Eu morava do outro lado da montanha e usava a bike como minha companheira de trabalho diário. Olhar para o Jean desta foto e ver onde cheguei hoje é a minha maior motivação. Tenho orgulho de cada quilômetro rodado desde o início! 🚀
🎒 2018: Cruzando a montanha para trabalhar! 🚲 Muito antes de zerar a Serra da Vargem Grande em 12 minutos, era assim que tudo começava. Eu morava do outro lado da montanha e usava a bike como minha companheira de trabalho diário. Olhar para o Jean desta foto e ver onde cheguei hoje é a minha maior motivação. Tenho orgulho de cada quilômetro rodado desde o início! 🚀
⛪ A recompensa de quem não desistiu no Caminho! ⛰️Essa foto representa o meu presente e a minha realidade hoje na Serra da Vargem Grande. Equipado, treinado e vivendo intensamente o Caminho da Fé. O menino que cruzava a montanha em uma bike simples em 2018 e que enfrentou meses de hospital em 2019 teria muito orgulho de ver onde o @eujeanmtb chegou. Gratidão a Deus e a todos que fazem parte dessa história! 🚴‍♂️✨
⛪ A recompensa de quem não desistiu no Caminho! ⛰️Essa foto representa o meu presente e a minha realidade hoje na Serra da Vargem Grande. Equipado, treinado e vivendo intensamente o Caminho da Fé. O menino que cruzava a montanha em uma bike simples em 2018 e que enfrentou meses de hospital em 2019 teria muito orgulho de ver onde o @eujeanmtb chegou. Gratidão a Deus e a todos que fazem parte dessa história! 🚴‍♂️✨

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🧠 O Desafio Físico 
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🧠 O que acontece no meu corpo na subida bruta? Muitos veem meus vídeos na Serra e meus tempos de subida, mas poucos imaginam o que acontece nos bastidores do meu corpo.

Por conta da hidrocefalia e da Síndrome de Dandy-Walker, o esforço físico extremo no Mountain Bike (MTB) é um desafio médico real:

  • 💥 Aumento da Pressão Intracraniana: Quando encaro uma subida bruta, o esforço extremo eleva a minha pressão arterial e joga mais sangue para a cabeça.

  • ⚠️ Espaço Reduzido para o Líquor: Na Síndrome de Dandy-Walker, existe uma alteração natural na região de trás do meu cérebro (cerebelo) e nos caminhos por onde passa o líquor  o líquido que protege o sistema nervoso.

  • 🍾 O Efeito "Garrafa Fechada": Quando o meu coração bate forte no limite da montanha, o sangue pulsa com muita força nos vasos cerebrais. Como o espaço ali dentro já é disputado por conta da anatomia da minha condição, eu sinto essa pulsação de forma muito mais intensa e dolorosa do que um ciclista comum.

⛔ Por que eu não posso simplesmente "forçar mais"?Muitas vezes, atletas de elite de grandes provas (como o L'Étape do Tour de France em Campos do Jordão ou a Brasil Ride) e ciclistas de e-bike tentam me incentivar a puxar mais o ritmo, a "socar a bota" e passar do limite.

 O incentivo deles é incrível, mas a minha realidade é diferente. Para mim, passar do ponto não é só sentir dor na perna ou falta de ar. Romper esse limite pode causar picos perigosos de pressão na cabeça por conta do efeito "garrafa fechada".

 Subir a Serra da Vargem Grande exige estratégia, inteligência e, acima de tudo, escutar o meu corpo.

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 O Valor de Cada Gesto 

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Quem me vê hoje equipado na Serra da Vargem Grande não imagina que cada pedaço do que uso foi conquistado com a ajuda de amigos que fiz na estrada. Ao longo de mais de 3.000 subidas, ganhei tantos mimos.

Eu já ganhei de tudo: doces, águas, lembranças e muitas roupas de bike. Mas o presente mais top de todos foram os amigos reais que conquistei.Teve um dia em que precisei de ajuda e um rapaz me estendeu a mão, me deu contatos de mecânicos e ajudou os peregrinos.

O santo bateu tanto que hoje eu o considero como um irmão, e vou lembrar sempre desse dia com muito carinho! Também já fui socorrido na estrada por pessoas abençoadas que me doaram uma câmara de ar ou um power link na hora do aperto.

Muitos desses presentes físicos se vão com o tempo, mudam ou se gastam no estradão. Eu não tenho imagens ou vídeos de todos eles para colocar aqui no site.

Eu também confesso que sou ruim para guardar nomes de cabeça, mas o meu coração não esquece, quando eu reencontro cada uma dessas pessoas na estrada, eu lembro na hora do rosto delas e de tudo o que elas fizeram por mim! 

Nenhum gesto foi insignificante. Tudo o que recebi foi o combustível que me transformou no Garoto da Serra que sou hoje. Abaixo, separei algumas das histórias marcantes que consegui registrar para vocês conhecerem:

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🎒 O Meu "Armário da Gratidão" 

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Cada equipamento aqui tem uma história de amizade e gratidão

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Meu Laboratório é a Serra: Conheça as minhas Bikes 

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🚴‍♂️ As Minhas Máquinas: Função de cada bike é minha ferramenta de treino. Uso cada uma das minhas 4 bicicletas para um objetivo diferente na Serra, cuidando eu mesmo de grande parte da mecânica delas em casa:

🔥 VikingX (Onde tudo começou):
A antiga amiga dos peregrinos e a mais famosa. Todo mundo pergunta por ela e lembra de quando eu subia a Serra na "bike pequenininha". Hoje me divirto com ela mais nas descidas .

🚀 Scott (A Companheira do Caminho da Fé):
  o tamanho correto para a minha altura. Gosto dela para  longas distâncias. Com ela, baixei meu tempo na Serra em 3 minutos e realizei o sonho de fazer o Caminho da Fé completo em 2025!⛰️

Caloi (A Máquina da Serra):
  Nova companheira dos peregrinos! Ela hoje, uso essa máquina no dia a dia para rodar com os peregrinos na subida da Serra.

🌱 Rockrider (Laço de Amizade & Cadência):
  ando com ela para giros leves, treinar a (cadência) e andar as vezes no ritmo tranquilo da galera que vai a pé ou de bike 

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Historias vividas com a bike

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Caminho da Fé completo (2025)

Em 2025, realizei o grande sonho de fazer o Caminho da Fé completo, a convite da equipe de apoio @bikersriopardo. O maior desafio do trajeto foram os falsos planos e, logo no terceiro dia, o meu tendão operado inflamou muito.

 Meus colegas me salvaram, dando todo o apoio psicológico que eu precisava para conseguir terminar a etapa. Ao esfriar o corpo na chegada, caí no chão completamente sem forças.

Foi aí que fiz uma promessa para a Fernanda: só aceitaria os cuidados médicos se ela subisse a temida Serra da Luminosa pedalando comigo no dia seguinte, sem subir no carro de apoio. Fui muito bem cuidado pela Fernanda (@fecristillo), que fez uma massagem na minha perna, e pela Eva (@pimenta.eva), que colocou as fitas de proteção, enquanto a Teresa (@ma_teresilva) carinhosamente me trouxe a janta na cama.

No quarto dia, cumpri a minha palavra e vencemos juntos os desafios da Luminosa! No final da tarde, ainda dei uma força empurrando a bike da Eva na subida, mas acabamos errando a rota do GPS e precisamos usar o celular para conseguir localizar a pousada em Campos do Jordão.

No quinto e último dia, após a descida de Pedrinhas, encarei um grande planão e recebi a ajuda dos colegas para vencer o cansaço extremo do corpo.

Graças ao apoio e à união de cada um deles, realizei o meu sonho e consegui chegar pedalando junto com todo o grupo até a Basílica de Aparecida! 🙌🚴‍♂️✨

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🎒 O Anjo da Serra
 

 

Quem caminha sente a dureza da montanha. Teve um dia nublado em que eu já tinha subido a Serra 8 vezes. Eu estava exausto, sem água e pronto para ir embora, quando vi a peregrina Thábata Suzigan subindo a pé.

Ela estava com os dois joelhos inchados feito uma bola após caminhar 76 km por dois dias seguidos (38 km cada dia). A mochila dela era imensa, parecia ter metade do tamanho dela.

Subi acompanhando o ritmo dela, conversando para dar uma força. O plano dela era tentar chegar até o bairro Fazenda Velha e o Suco de Morango para conseguir uma carona até Estiva, onde pretendia ir a uma farmácia.

Quando chegamos bem no topo da Serra — que é o ponto onde eu normalmente encerro o meu treino e volto, enquanto os peregrinos seguem viagem , agi no automático. Olhei para ela e disse: "Me dá a sua mochila, eu levo para você!". Peguei a bagagem pesada e voei na frente para buscar ajuda .

Enquanto uma pessoa a pé gastaria no mínimo 1 hora naquele trecho, eu fiz os 4 km até o Suco de Morango da Dona Vilma em apenas 16 minutos!

Ali no Suco de Morango, cruzei com dois carros de peregrinos que iam passando pela estrada, parando ao lado de quem caminhava para oferecer maçãs e mensagens de incentivo.

Quando me viram com a mochila da Thábata e souberam da situação, eles decidiram voltar na hora para resgatá-la. Eles me deram água, um Gatorade e garantiram a carona que ela tanto precisava até Estiva.

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🦺 O Capacete Velho e o Acolhimento  

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Quem me acompanha sabe que eu uso o que tenho com muito orgulho. Por muito tempo, usei um capacete usado e bem surrado, que não tinha nem aquela presilha de ajuste na nuca.

O pessoal da @bikersriopardo sempre me avisava que era perigoso, mas eu insistia: "Não tá quebrado, vai aguentar muito ainda!".Eles costumavam fazer o ponto de lanche para os clientes deles aqui pertinho de casa.

Em um desses dias, outro grupo de ciclistas estava lá e me perguntou se podiam ir lanchar e descansar na minha casa. Eu respondi na hora: "Simbora!".

Foi nesse mesmo dia de portões abertos que veio a grande surpresa: o pessoal do Bikers Rio Pardo tinha trazido um capacete zerado, novinho de presente para mim!

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🍓 Pequenos Gestos, Grandes Amizades (E as Caronas de Trator!) 

O Mountain Bike e a vida na Serra me ensinaram que o verdadeiro companheirismo está no sangue. Essa tradição de ajudar quem passa começou desde cedo, quando meu pai comprou a terra onde moramos hoje.

Ele sempre foi um parceiro dos romeiros, chegando a dar carona para peregrinos dentro da carreta do trator e até ajudando três ciclistas de uma vez, que subiram a montanha grudados no trator e no arado para vencer aquela subida mais dura, a apenas 1 km de zerar a Serra! Seguindo os passos dele, eu continuo ajudando:

  • 🔧 Mecânico de Emergência: Levando sempre um canivete multiferramentas e, se preciso, volto para casa para buscar uma chave específica.

  • ⚡ Ponto de Apoio: Já abri o nosso portão para ciclistas de bike elétrica recarregarem a bateria na nossa tomada. Enquanto a bike abastece, eles descansam e tomam um suco de morango fresquinho que a minha mãe prepara.

A cada peregrino que acompanho, mostro onde fica a minha casa e digo para voltarem nos próximos anos para me visitar e me cobrarem a bandeja de morango que prometo a todos eles!

Estou criando uma dívida gigante de morangos, mas o retorno em sorrisos vale cada quilômetro! 🌻 

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Uma Energia de Girassol e a Surpresa Escondida: A História da Meire 
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O Caminho da Fé nos apresenta pessoas com uma energia linda, igual a um girassol que te faz ir direto para a luz e te contamina na hora 🌻. Uma dessas pessoas foi a Meire, uma peregrina cheia de luz que tive a honra de acompanhar na subida da Serra.

Durante o pedal, ela olhou para mim e prometeu: "Na próxima vez, vou te trazer uma camisa de ciclismo!". No ano seguinte, a promessa foi cumprida com sobras! A Meire voltou trazendo um kit completo: várias camisas, óculos, garrafa e bretelles.
 Mas os presentes foram ainda mais longe, cruzando fronteiras. Ela me trouxe um terço abençoado direto do Vaticano e uma caneta oficial do Barcelona!

Ela conversou com a Teresa e deixou tudo guardado para entregarem para a minha mãe. Eu só fui descobrir esses presentes incríveis quando terminei o pedal e entrei em casa. É por causa de pessoas iluminadas assim que o meu "Armário da Gratidão" é tão abençoado! 🙏👕⛪⚽ 

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🛍️ O Presente Misterioso Pendurado no Topo da Serra  

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A energia do Caminho da Fé é algo que não dá para explicar, a gente só sente. Teve um dia em que cheguei no topo da Serra da Vargem Grande e encontrei uma sacola pendurada.

 Curioso, fui olhar e tinha um bilhete escrito: "Presente para o garoto que acompanha os peregrinos na subida". Alguém passou por ali, se encantou com o meu trabalho na montanha e decidiu praticar o desapego de coração aberto.

Dentro da sacola havia várias roupas de ciclismo, meias e luvas usadas. Muitas daquelas coisas eu uso até hoje e seguem firmes e fortes nos meus pedais diários. Outras nem tanto, pelo desgaste natural do tempo.

Mas o valor daquele gesto foi gigante. Saber que alguém deixou um presente sem nem saber meu nome, apenas para incentivar o meu pedal, me dá ainda mais força para continuar na estrada! 🦺🧦🙏 

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 Da Vontade de Desistir ao Presente no Topo: O Dia em que Fui Acompanhado 

Nem todos os dias na Serra da Vargem Grande são sobre bater recordes. Há dias em que a montanha nos ensina a ter humildade. Teve uma vez que saí para acompanhar um ciclista peregrino (Zé melo )que subia gravando um vídeo.

 Aproveitei o embalo, encostei ao lado dele e começamos a conversar e pedalar juntos. Porém, quando chegamos na parte mais dura da subida, o ritmo dele estava muito forte. Ele começou a abrir distância e minhas pernas sentiram o peso.

 O cansaço foi tão grande que cheguei a pensar em desistir e dar meia-volta. Mas respirei fundo e continuei insistindo no meu ritmo. Para a minha surpresa, antes de começar a subida final em "S", ele estava lá em cima parado, me esperando com um sorriso no rosto.

 No final das contas, percebi que não fui eu quem o acompanhou, foi ele quem reduziu para pedalar comigo e me dar força. Como prêmio pela minha insistência, ele ainda me deu de presente uma garrafa Camelbak que guardo com muito carinho.

O Caminho é sobre isso, reconhecer nossos limites e valorizar os amigos que a estrada nos dá!


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⛪ Voltar Onde Tudo Começou 

"Se você subir lá, te dou um presente!" Foi com esse desafio que ganhei a minha primeiríssima camisa de bike no Caminho da Fé, direto das mãos do pessoal da @xororobikecenter.

Este ano, decidi pedalar até a Porteira do Céu para encontrá-los e fazer um bate-volta com eles até a minha casa, um pedal bruto de 22 km com 800m de elevação!


 O Xororó sempre gostou de subir a minha serrinha comigo. Mas, nesse dia, ele foi o estrategista perfeito para o meu corpo ele me ajudou a poupar energia no caminho, deixando para eu dar o meu máximo apenas na Serra da Vargem Grande

 Graças a essa estratégia, consegui fazer o meu melhor tempo, baixando para menos de 10 minutos na subida.No plano após a capela, o cansaço bateu 

 E ele me deu aquela famosa "mão amiga" para eu não perder o embalo. Dali até o Suco de Morango da Dona Vilma, fui fazendo força bruta até o bairro Fazenda Velha.

Logo após o bairro, ele me deu mais um empurrãozinho na subidinha do suco. Mas a melhor parte foi antes, o pessoal estava de bike elétrica (e-bike), e o Xororó me deu um baita impulso para eu pegar o vácuo e ultrapassar os colegas dele.

Passei voando pela galera de e-bike, parecendo que eu estava andando sem fazer o menor esforço! 

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Muitos peregrinos que conheci tentam me reencontrar quando passam por aqui, mas nem sempre os horários batem, seja pelo tempo apertado deles ou porque estou trabalhando no sítio.

Às vezes, as pessoas passam chamando o meu nome lá na estrada e eu grito de volta aqui do meu trabalho para responder e dar um alô!

 Tem dias em que olho para a estrada, vejo a galera subindo e bate aquela vontade louca de ir junto, mas não dá.

Com o tempo, entendi o mistério da montanha, não é sobre quem quer que eu suba ou com quem eu quero subir. O Caminho tem o seu próprio ritmo. Os encontros certos acontecem exatamente na hora em que tinham que acontecer.


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🎒 O Caminho Continua no Instagram! 

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Como vocês puderam ver, eu ganhei vários presentes e amigos ao longo de todas as minhas subidas na Serra e seria impossível colocar todos eles aqui no site.

Cada um carrega uma história única e especial. Se você quiser conhecer e acompanhar cada um desses mimos, além da minha rotina de manutenção e dos meus pedais, convido você a acessar o meu Instagram @eujeanmtb.

Lá eu deixo tudo salvo e organizado nos meus Destaques de Presentes, Mecânica, Rotas e muito mais! Aqui no site, o meu intuito foi abrir o meu coração sobre a minha trajetória.

São histórias vividas desde o primeiro encontro com cada um, até o dia em que eles voltaram e me surpreenderam!
Obrigado a cada um de vocês que faz parte da minha história! 🌻⛰️📸" 

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OUTRAS CURIOSIDADES

Por que eu faço isso ?

Uso meu tempo livre na Serra da Vargem Grande para acompanhar e apoiar peregrinos e me divertir com a galera, independente do ritmo. Faço isso porque sei o quão difícil é subir, e assim vou colecionando histórias e momentos únicos. 

quando nao estou no caminho

Estou trabalhando com meus pais na lavoura 
Ajudando a tocar gado 
Limpando a bike ou fazendo manutenção  

meus hobbys

Desenhar 
Escrever 
Editar fotos , videos 


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